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Sem Lactose

Grávida e intolerante: o que muda na dieta?

Gestantes intolerantes à lactose precisam ter cuidados extras na dieta para a própria saúde e a do bebê ingerindo ainda mais alimentos que são fonte de cálcio.

A gravidez é um período de muita importância na vida das mulheres. E entre as responsabilidades que vêm junto com a gestação está uma maior dedicação com a própria saúde e o próprio organismo, que se reajusta para conceber o bebê. Nesse período, o cuidado com a alimentação é essencial para a formação saudável do feto. No entanto, algumas gestantes possuem restrições alimentares decorrentes de alergias ou distúrbios intestinais, como é o caso das quem sofrem com a intolerância à lactose.


A IL - sigla que significa intolerância à lactose - ocorre pela falta da enzima lactase, necessária para o corpo digerir a lactose presente em diversos alimentos. Quando não se consegue produzir lactase suficiente, a lactose permanece no intestino. Isso torna a pessoa intolerante e causa problemas gastrointestinais. Mulheres grávidas podem sentir dor abdominal, inchaço, cólicas e gases após consumir os laticínios de maneira ainda mais intensa.


Algumas grávidas intolerantes podem precisar de suplementos de cálcio e uma dieta rica no mineral, o que ajuda a compensar a perda dos nutrientes encontrados nos lácteos. Listamos aqui algumas alternativas com alta concentração de cálcio:


- Ingestão de brócolis e espinafre, feijão (todos os tipos), grão de bico, tofu, amêndoas e peixes como sardinha e salmão in natura.

- Ingestão de produtos lácteos sem lactose, como queijos e iogurtes que já existem no mercado em sua versão lactose-free e são enriquecidos com cálcio.

- Suplementação à base de cálcio, pois, se o nível de intolerância é muito alto ou a alimentação não está suprindo as necessidades, a futura mãe pode conversar com o obstetra e com o nutricionista sobre repor durante a gravidez.



Sortudas melhoram da intolerância na gravidez


Em contrapartida, de acordo com o livro Além da nutrição – O impacto da nutrição materna na saúde das futuras gerações, da Editora Luiz Martins, estudos indicam que algumas gestantes melhoraram da intolerância no final da gravidez. A trégua vem sendo atribuída ao trânsito intestinal mais lento comum durante a gravidez e à adaptação bacteriana ao aumento da ingestão de lactose.  Caso você seja uma dessas sortudas, comemore e coma queijo, iogurte e leite à vontade.


Mas as mamães que não tiverem essa "fortuna" podem ficar tranquilas, pois, com todos os cuidados necessários, a IL não afetará a formação do bebê e também não trata-se de um problema hereditário. Com uma alimentação balanceada, ingerindo os alimentos indicados pelos profissionais da saúde e mantendo os exames em dia, o corpo terá o necessário para o bom funcionamento e para a formação do bebê.