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Sem Glúten

Apoie o celíaco perto de você

Familiares, amigos, colegas de trabalho e conhecidos tanto podem como devem acolher, compreender e ajudar os intolerantes ao glúten, para tornar a vida deles muito melhor.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), 1% da população mundial enfrenta a doença celíaca. Embora no Brasil não haja uma estatística precisa que define o número de pessoas acometidas por este mal, o certo é que uma parcela da população precisa tomar cuidados diários impostos pela intolerância ao glúten. E encarar essas restrições depende de apoio, sobretudo de quem convive com os celíacos. Preparamos este post para você entender melhor a realidade dos portadores e quais ações cotidianas e constantes podem facilitar o convívio e servirem de suporte a quem precisa. 


  • Leia e se informe sobre a doença celíaca

A doença celíaca é autoimune, crônica e atinge diretamente o intestino delgado, causando sintomas como diarreia, flatulências excessivas e dores abdominais. Com base em estudos clínicos e pesquisas realizadas, essa condição ocorre devido à presença genética de anticorpos que são acionados pelo sistema imunológico em oposição ao glúten. Tudo o que envolve a doença celíaca pode ser ainda mais complexo conforme o caso, logo, leia e se informe o máximo que puder. Se possível, aprenda algumas receitas para agradar à pessoa querida que porta a doença. Para o celíaco, com certeza, é muito bom saber que há alguém disposto a oferecer suporte incondicional.


  • Tenha em casa alimentos sem glúten

Procure manter a sua casa abastecida com ingredientes e petiscos prontos livres de glúten. Mesmo que você não more com um paciente celíaco, ele ficará grato quando for visitá-lo. Entre os alimentos que não contém glúten estão: mandioca, arroz, tapioca, milho, ovos, batata, feijões e leguminosas, frutas, carnes magras e não processadas, peixes e aves. Você pode pesquisar mais algumas receitas conforme o gosto pessoal do celíaco que conhece.

 

  • Atenção à contaminação cruzada

A contaminação cruzada acontece quando há presença de partículas de glúten em alimentos ou utensílios domésticos que originalmente não deveriam ter o componente. Esse contágio pode acontecer durante o plantio, colheita, fabricação, armazenamento ou preparo dos alimentos. Portanto, é necessário fornecer utensílios, esponjas, panelas e bancadas exclusivamente para o uso do celíaco ou evitar ao máximo a entrada de alimentos com glúten.


  • Procure restaurantes para celíacos

O diagnóstico do celíaco não deve ser o motivo para que as pessoas deixem de jantar fora ou fazer um lanche durante um passeio. Procure restaurantes, bares e lanchonetes na sua cidade que oferecem menu sem glúten. Atualmente, há diversas opções de locais, inclusive, voltadas especialmente para este público e com pratos maravilhosos. Ou seja, quem não é celíaco vai curtir uma receitinha saborosa sem prejuízo algum no sabor. 


  • Seja um bom ouvinte 

A verdade é que manter a patologia sob controle requer mudanças significativas na vida. A adaptação é possível, mas o processo é recebido de formas diferentes por cada pessoa e, como tudo na vida, existem altos e baixos. Procure ser um amigo atento e aberto ao desabafo do outro. Escute os sentimentos, angústias e frustrações do familiar celíaco. Seja a companhia nos momentos difíceis.


  • Festas para todos

Lembre-se que nos momentos de festejos, tais como datas comemorativas, aniversários, fim de ano da empresa, café de negócios, o celíaco merece o carinho de ser lembrado com algum alimento pensado nele. Um gesto simples como separar um pão de queijo para quem não pode comer um sanduíche pela manhã significa muito ao celíaco.



Importante: nunca, nunca mesmo cogite que a intolerância ao glúten é uma "frescura". Trata-se de uma doença séria e que ninguém, com certeza, gosta de ser portador. Minimizar a dor do outro é um grande erro!