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Orgânicos

Vinhos orgânicos: saúde e sustentabilidade

O consumo do vinho orgânico aumentou 50% nos últimos anos e o Rio Grande do Sul é o maior produtor do País da bebida sem aditivos químicos, fertilizantes, pesticidas, entre outros.

O aumento potencial no consumo de produtos orgânicos vem retratando um público cada vez mais preocupado com a origem e a qualidade dos seus alimentos. De acordo com uma pesquisa do Conselho Brasileiro da Produção Orgânica e Sustentável (Organis), cerca de 19% da população brasileira consome alimentos orgânicos, cenário que propiciou o estímulo à produção dos vinhos desta forma. E o melhor: são tão saborosos quanto os tradicionais, porém mais saudáveis e sustentáveis.


Especialistas afirmam que a definição de “vinho orgânico” varia dependendo do local onde a bebida é produzida, pois as leis que regulam a produção são diferentes em cada país. No geral, este tipo de vinho se caracteriza pelo uso de “técnicas sustentáveis” ao longo do plantio e da fabricação, principalmente no que diz respeito ao cultivo orgânico das uvas utilizadas. Ou seja, o processo não inclui fertilizantes e pesticidas químicos, organismos geneticamente modificados (OGMs) e outros aditivos sintéticos. Em escala mundial, a produção é da ordem de 4%, justamente aplicando tais técnicas orgânicas. 


Segundo o Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), o consumo do vinho orgânico aumentou 50% entre 2013 e 2019. No Brasil, o Rio Grande do Sul é o maior produtor e pólo de comercialização dos orgânicos. Estima-se que o Estado corresponde a cerca de 90% da produção do País.


Para verificar a autenticidade da produção, é preciso conferir as informações que constam no rótulo. Além disso, são bebidas mais densas e apresentam coloração mais escura devido a preservação natural da uva. Os selos de certificação também cumprem um papel importante ao garantirem a especificidade dos processos utilizados. No Brasil, o mais conhecido é o Selo Orgânico Brasil.


Principais vantagens do vinho orgânico


Estudos revelam que o vinho pode apresentar mais de 60 compostos químicos em sua formulação. Aliado a isso, o consumo moderado da bebida em sua versão orgânica está associado a diversos benefícios especialmente devido à maior concentração de antioxidantes que combatem os radicais livres. Esses compostos "vivos'' também estão associados à saúde do coração, proteção contra o colesterol e à diminuição no risco de diabetes, obesidade e síndrome metabólica. 


Uma questão importante é relativa ao uso de dióxido de enxofre (sulfito), o qual alguns estudos ligam à ressaca e à dor de cabeça. O vinho orgânico traz uma quantia muito menor deste componente químico em comparação com o tradicional. A produção orgânica também resulta em uma baixa presença de sulfitos, pois os que estão presentes naturalmente nas uvas são o suficiente para a preservação da bebida. 


Com a chegada dos dias mais frios, nada melhor do que apostar nos vinhos orgânicos e trazer mais equilíbrio para a sua mesa. Que tal provar uma garrafa?